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Golpes do WhatsApp: como identificar e se proteger

O WhatsApp virou parte essencial do cotidiano. Conversas pessoais, trabalho, compras, tudo passa pelo aplicativo. E onde há muita gente, há também tentativas de golpe.

Criminosos usam o WhatsApp para criar situações de urgência, manipular emoções e coletar dados sensíveis. A prevenção começa pelo conhecimento.

De acordo com uma reportagem do portal G1, dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que 153 mil pessoas foram vítimas de “golpes do Zap” no Brasil só em 2024. 

Reconhecer os sinais de um golpe é a melhor forma de se proteger. Nas próximas seções, o RecargaPay explica os principais golpes praticados no WhatsApp, como funcionam e como evitá-los. 

Também mostramos quais atitudes tomar caso você ou alguém próximo seja vítima. Quanto mais informação circula, menor o espaço para golpes prosperarem.

Por que o WhatsApp é alvo frequente?

O WhatsApp reúne o que os golpistas mais procuram: muita gente, comunicação rápida e sensação de confiança. Mensagens chegam de familiares, amigos e colegas com quem falamos diariamente. Isso reduz a desconfiança e aumenta as chances de alguém agir por impulso.

Criminosos exploram exatamente esse comportamento. Eles criam personagens, inventam histórias urgentes e usam técnicas para acelerar sua decisão. 

Pessoa indicando o app RecargaPay

A boa notícia é que praticamente todos os golpes seguem padrões reconhecíveis. Com atenção, é possível identificar e agir antes que o problema aconteça.

Golpe 1: Conta falsa que imita alguém conhecido

Esse é um dos golpes mais comuns. O golpista cria uma conta com foto e nome de alguém da sua lista de contatos. Depois, envia uma mensagem dizendo que mudou de número. Em seguida, inventa uma situação urgente pedindo dinheiro emprestado ou pagamento de um boleto.

A conversa sempre tenta pressionar. Os pedidos chegam com frases como “preciso resolver isso agora” ou “não posso falar por áudio”. Essa urgência serve para evitar que você confirme a história diretamente com a pessoa verdadeira.

Para evitar o golpe, sempre confirme pelo antigo número, por ligação ou por outro canal. Nunca envie dinheiro sem verificar. Foto e nome não garantem autenticidade, porque podem ser copiados.

Golpe 2: Clonagem ou sequestro da conta do WhatsApp

Na clonagem, os golpistas conseguem acesso ao seu WhatsApp e passam a enviar mensagens para seus contatos como se fossem você. Geralmente, isso acontece quando a vítima compartilha o código de verificação recebido por SMS após cair em algum truque.

Criminosos se passam por empresas, bancos ou até pelo próprio suporte do WhatsApp. Eles inventam uma justificativa para pedir o código, como “verificação de segurança” ou “atualização obrigatória”. Com esse código, tomam conta do perfil.

Para se proteger, nunca compartilhe códigos recebidos por SMS. Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp, criando um PIN que impede invasões. Se sua conta for sequestrada, entre em contato com o suporte do app imediatamente e tente recuperar seu número o quanto antes.

Golpe 3: Pedidos de dinheiro urgentes

Esse golpe usa a emoção como ferramenta. Criminosos enviam mensagens dizendo que um familiar está em apuros, sofreu um acidente, foi assaltado ou precisa pagar algo imediatamente. Eles tentam gerar pânico e impedir que você verifique a história.

As mensagens quase sempre incluem dados vagos, pressão de tempo e orientações para não ligar para a pessoa envolvida. Isso deve ser um grande sinal de alerta. Quanto menos detalhes, maior a probabilidade de golpe.

A defesa aqui é simples: pare, respire e confirme a informação. Ligue para a pessoa verdadeira, para familiares confiáveis ou para o número antigo. Se a história for real, alguém atenderá. Se for golpe, a checagem quebra o plano dos criminosos.

Golpe 4: Links para falsos anúncios e promoções irresistíveis

Quem nunca recebeu uma mensagem dizendo que uma loja famosa está dando cupons ou prêmios? Golpistas criam sites muito parecidos com os originais para enganar o usuário. Eles pedem que você preencha dados pessoais, compartilhe links com amigos ou instale aplicativos maliciosos.

Esses links podem roubar informações, instalar vírus ou até acessar sua conta financeira. O truque funciona porque os sites parecem profissionais e usam logotipos reais.

Para evitar problemas, nunca clique em links recebidos de desconhecidos. Confira o endereço do site antes de interagir. Promoções verdadeiras não exigem que você repasse o link para vários contatos. 

Em caso de dúvida, busque a promoção diretamente no site oficial da empresa.

Golpe 5: Falsas ofertas de emprego

Em períodos de instabilidade econômica, golpistas exploram a busca por renda. Eles enviam mensagens prometendo vagas, salários altos e contratação imediata. Para “participar do processo”, pedem que você clique em um link, faça um cadastro ou até pague uma taxa.

Nenhuma empresa séria cobra para participar de processo seletivo. Outro alerta importante é a falta de informações claras. Golpes costumam citar salários exagerados, prometer trabalho fácil ou exigir que você repasse o link para outras pessoas.

A recomendação é sempre verificar a vaga no site oficial da empresa ou em plataformas reconhecidas. Se a oportunidade parecer boa demais para ser verdade, provavelmente não é.

Golpe 6: Benefícios do governo falsos

Mensagens prometendo acesso imediato a auxílio emergencial, FGTS, Bolsa Família, descontos em dívidas ou novos benefícios circulam com frequência. Os links direcionam para páginas falsas que coletam dados como CPF, endereço, senhas e informações bancárias.

Golpes assim usam a credibilidade de órgãos públicos para despertar confiança. Mas nenhum benefício oficial é distribuído exclusivamente via WhatsApp. Programas do governo são divulgados por canais oficiais, não por links que circulam entre contatos.

Se receber uma mensagem desse tipo, vá ao site do governo ou app oficial correspondente. Nunca preencha formulários fora desses ambientes.

Como identificar um golpe: sinais que nunca falham

Alguns comportamentos aparecem em quase todos os golpes. Aprender a reconhecê-los é o primeiro passo para se proteger.

Urgência exagerada é um deles. Golpistas querem que você aja antes de pensar. Outro sinal é a falta de detalhes concretos. Eles respondem com frases vagas para evitar contradições.

Pedidos de dinheiro, códigos de verificação, dados pessoais ou senhas são sempre suspeitos. Além disso, erros de português, imagens de baixa qualidade ou perfis sem histórico também são sinais importantes.

Quando algo parecer fora do normal, desconfie antes de agir.

Como se proteger no dia a dia

Algumas atitudes simples reduzem drasticamente o risco de cair em golpes. No WhatsApp, ative a verificação em duas etapas. Isso impede, ou ao menos dificulta muito, a clonagem do seu contato. 

Também mantenha seu celular com senha, biometria ou reconhecimento facial. Evite instalar aplicativos fora das lojas oficiais e mantenha o sistema sempre atualizado.

Outra prática essencial é confirmar informações por outros canais. Se alguém pedir dinheiro ou enviar um link suspeito, ligue, confirme o número ou fale diretamente com a pessoa. A comunicação paralela quebra a estratégia dos golpistas.

O que fazer se você cair em um golpe

Se você enviou dinheiro, entre em contato com seu banco ou fintech imediatamente. Algumas instituições conseguem bloquear a transferência se o pedido for rápido. Informe também o WhatsApp e registre um boletim de ocorrência.

Além disso, o recém-lançado botão de contestação do Pix permite solicitar a devolução de um valor enviado por engano em casos de fraude, golpe ou coerção.

Se sua conta foi clonada, tente recuperar o acesso pelo próprio aplicativo. Envie um e-mail ao suporte e peça o bloqueio temporário. Avise amigos e familiares para que não caiam em pedidos feitos pelos criminosos.

Quando houver vazamento de dados pessoais, monitore contas e cartões nos dias seguintes. Altere senhas, ative autenticação em duas etapas e fique atento a movimentações suspeitas.

Como o RecargaPay ajuda na segurança

O RecargaPay oferece camadas de proteção que complementam os cuidados pessoais. A verificação reforçada, o monitoramento contínuo de atividades suspeitas e as camadas antifraude reduzem riscos de operações indevidas.

Além disso, ferramentas como o Pix, o pagamento de boletos dentro do app e o modelo de limite garantido do cartão RecargaPay (por meio do qual você mesmo aloca o valor que define o limite) ajudam a manter o controle total das transações. 

Afinal, segurança digital é um trabalho conjunto entre tecnologia e atenção diária.

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